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 RELATÓRIO DESCRITIVO DE INVESTIGAÇÃO DE AGREGADOS DE CASOS OU SURTOFormulário | Altera Ficha |  Imprimir Formulário

RELATÓRIO DESCRITIVO DE INVESTIGAÇÃO DE AGREGADO DE CASOS OU SURTO RELACIONADOS À MICRORGANISMOS MULTIRRESISTENTES EM SERVIÇOS DE SAÚDE - PARANÁ

A detecção precoce e o controle efetivo, ainda nos estágios iniciais de agregado de casos (número de casos de uma doença, independentemente deste número ser maior que o esperado) ou surto (incidente no qual uma ou mais pessoas apresentam uma determinada doença), principalmente de microrganismos multirresistente (MR), são exigências no processo de vigilância epidemiológica das IRAS, como determinam a Portaria MS nº2.616/1998, a Resolução Estadual SESA/PR nº096/2018, a RDC nº36/2013 e o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (ANVISA, 2015) que incluem a investigação nos Estabelecimentos de Assistência à Sáude (EAS).

Embora cada evento infeccioso seja único, o processo de busca ativa deve percorrer uma sequência de passos, com vistas a uma investigação bem sucedida:

- 1º Passo: Conhecimento da ocorrência ou suspeita de agregado de casos ou surto – A notificação é realizada pelo Centro Estadual de Vigilância Sanitária da SESA/PR via e-mail à Regional de Saúde do serviço de saúde sob sua área de abrangência.

- 2º Passo: Comunicação da ocorrência ou suspeita de agregado de casos ou surto pela Regional de Saúde à VISA municipal - A RS de posse das informações da notificação da ocorrência ou suspeita de agregado de casos ou surto deve realizar contato imediato com a VISA municipal, de acordo com a pactuação de ações, comunicar tal ocorrência ou suspeita e a necessidade da investigação no EAS.

- 3º Passo: Agendamento da investigação A VISA municipal ou regional deve entrar em contato com o serviço de saúde e realizar o agendamento da investigação no EAS.

Se necessário, realizar reunião pré-visita com a equipe de profissionais da(s) VISA(s) municipal e/ou regional envolvidos na investigação para planejamento das ações e partilhar as responsabilidades.

Recomenda-se que a equipe de investigação conte com um líder, de preferência com experiência, que irá reuní-la a equipe, apresentar as informações até então disponíveis, esboçar um plano de ação e estabelecer, se for o caso, contato para suporte laboratorial e atuação conjunta com outras entidades parceiras.

- 4º Passo: Investigação no Serviço de Saúde – Durante a investigação no EAS é necessário: analisar as informações sobre questões epidemiológicas, desenvolvimento da ocorrência ou suspeita de agregado de casos ou surto, questões sanitárias e medidas implantadas para prevenção e controle; realizar visitas aos setores envolvidos para avaliar estrutura, fluxo de materiais, recursos humanos, entre outros que impactam na disseminação e controle do surto; e, solicitar à CCIH/SCIH do EAS relatório de investigação e das medidas de controle e prevenção implantadas.

Se existirem prerrogativas a(s) VISA(s) municipal e/ou regional poderá(ão) proceder com a aplicação de medidas sanitárias durante a investigação.

- 5º Passo: Relatório descritivo preliminar da investigação A(s) VISA(s) municipal e/ou regional devem se reunir e discutir acerca da investigação e proceder com o registro desse RELATÓRIO PRELIMINAR neste FORMSUS.

- 6º Passo: Monitoramento da ocorrência ou suspeita de surto – A(s) VISA(s) municipal e/ou regional devem acompanhar a implementação das medidas de controle e monitorá-las até a interrupção do evento ou o reestabelecimento dos valores máximos aceitáveis (níveis endêmicos).

Não havendo interrupção do evento com as ações realizadas pelo EAS, a(s) VISA(s) municipal e/ou regional irá(ão) adotar as medidas sanitárias pertinentes e acompanhar a implementação de novas ações até a interrupção do evento ou o reestabelecimento dos valores máximos aceitáveis (níveis endêmicos).

- 7º Passo: Finalização do processo de investigação – A finalização do processo de investigação ocorrerá mediante a não confirmação de caso(s), a interrupção do evento ou o reestabelecimento dos valores máximos aceitáveis (níveis endêmicos), neste momento deve-se alterar o item do formulário Tipo de relatório’ de PRELIMINAR para FINAL neste FORMSUS.

Esta sequência de passos encontra-se melhor descrita no Capítulo 3 (páginas 31 a 50) da Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde (ANVISA, 2016) intitulada Investigação de Eventos Adversos em Serviços de Saúde (Caderno 5), disponível em: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/item/caderno-6



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  TIPO DE RELATÓRIO 
1) TIPO DE RELATÓRIO: *
Indicar o tipo de relatório que está sendo emitido pela equipe de investigação
Preliminar
Final
3) DATA DE INÍCIO DA INVESTIGAÇÃO: *
4) RESPONSÁVEL PELO PREENCHIMENTO: *
5) VIGILÂNCIA EM SAÚDE:
6) E-MAIL INSTITUCIONAL:
7) Telefone institucional:
8) EQUIPE DE INVESTIGAÇÃO: *
Indicar os integrantes da equipe de investigação in loco
  IDENTIFICAÇÃO DO SERVIÇO DE SAÚDE 
9) NOME DO ESTABELECIMENTO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE (EAS):
10) ENDEREÇO COMPLETO:
11) TELEFONE :
12) CÓDIGO CNES:
13) MUNICÍPIO:
14) Regional de Saúde:
Informar Regional de Sáude a que pertence o serviço de saúde
  IDENTIFICAÇÃO DO EVENTO 
 IDENTIFICAÇÃO DO EVENTO ADVERSO INFECCIOSO
15) BREVE RELATO DO(S) CASO(S):
Realizar breve descrição do(s) caso(s) - Quem foi afetado? (nome, sexo, idade, dispositivos, cirurgias, uso de antibióticos, etc); Quando foi(ram) afetado(s)?; Onde foi(ram) afetado(s)? - trajetória do paciente nas unidades/setores. Campo confidencial.
16) HIPÓTESES:
Causas prováveis que expliquem porque e como o evento ocorreu.
17) CLASSIFICAÇÃO DO EVENTO:
Infecção (agregado de casos ou surto) confirmada laboratorialmente por microrganismos multirresistentes
Colonização (agregado de casos ou surto) confirmada laboratorialmente por microrganismos multirresistentes
Infecção ou colonização (agregado de casos ou surto) de etiologia desconhecida, microrganismo novo na epidemiologia do país com forma de transmissão ignorada
Outro de interesse local
18) MICRORGANISMO MULTIRRESISTENTE:
Indicar (colonização/infecção) o microrganismo confirmado laboratorialmente
E. coli R Polimixina B/Colistina (suspeita de mcr-1)
Klebsiella spp R Polimixina B/Colistina (suspeita de mcr-1)
Enterobacter spp R Polimixina B/Colistina (suspeita de mcr-1)
Citrobacter spp R Polimixina B/Colistina (suspeita de mcr-1)
Outras Enterobactérias R Polimixina B/Colistina (suspeita de mcr-1)
P. aeruginosa R Polimixina B/Colistina
Acinetobacter spp R Polimixina B/Colistina
E. coli R carbapenêmicos - MPN/IPN (NDM)
Klebsiella spp R carbapenêmicos - MPN/IPN (NDM)
Enterobacter spp R carbapenêmicos - MPN/IPN (NDM)
Citrobacter spp R carbapenêmicos - MPN/IPN (NDM)
Outras Enterobactérias R carbapenêmicos - MPN/IPN (NDM)
S. aureus R ou I à Vancomicina (VRSA/VISA)
Leveduras do gênero Candida spp com resultados em teste de triagem indicativos de C. auris
Isolados de Microrganismos suspeitos de resistências emergentes ou não usuais
Microrganismo multirresistente (MMR) com característica endêmica ocorrido pela primeira vez no Estabelecimento de Assistência à Sáude (EAS)
20) UNIDADE(S)/SETOR(ES) ACOMETIDA(OS):
Pronto Atendimento
Unidade de Internação Adulto
Unidade de Internação Pediátrica
Alojamento Conjunto
UTI Adulto
UTI Pediátrica
UTI Neonatal
Outra(o)s
22) TOPOGRAFIA:
Indicar o principal sítio envolvido/suspeito na infecção ou colonização.
Corrente Sanguínea
Sítio Cirúrgico
Trato Respiratório
Trato Urinário
Sistema Nervoso (Líquor)
Pele e Tecidos Moles
Swab Retal/Anal
Swab Nasal
Outro(s)
24) NÚMERO DE CASOS CONFIRMADOS:
Considera-se como aquele confirmado por diagnóstico laboratorial. Campo numérico.
25) NÚMERO DE CASOS SUSPEITOS:
Total de casos com características clínicas típica, sem diagnóstico laboratorial. Campo numérico.
26) NÚMERO DE ÓBITOS:
Campo numérico
  MEDIDAS PARA PREVENÇÃO/CONTROLE 
27) CHECK LIST DE MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE ADOTADAS PELO EAS:
Base de referência em: RDC 48/2010, RDC 07/2010, RDC 50/2002, Portaria 2616/1998 e Resolução SESA 0674/2018.
Sim
Não
 28) 1. Reforço das práticas de higienização das mãos:
Verificar se houve treinamento de profissionais envolvidos com o cuidado e familiares, com enfoque no uso do álcool e 5 momentos para higienização das mãos.
 29) 2. Disponibilização de fácil acesso de insumos para a higienização das mãos:
Presença de lavatório com sabão e dispensadores com álcool à beira do leito do paciente, de acordo com a legislação vigente.
 30) 3. Disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPIs):
Para cada caso de colonização/infecção, conforme precaução preconizada e validade pela CCIH/SCIH do EAS
 31) 4. Isolamento exclusivo ou coorte para colonizados/infectados:
Estabelecimento de área de isolamento para colonizados/infectados com placas de identificação de isolamento e tipo de precaução.
 32) 5. Redimensionamento de recursos humanos para atendimento do isolamento:
Profissionais preferencialmente exclusivos para realização do cuidado de paciente colonizado/infectado.
 33) 6. Uso individual de equipamentos de assistência para paciente em isolamento:
Recomenda-se, sempre que possível, uso individual de termômetros, esfigmomanômetros, estetoscópio, entre outros para paciente colonizado/infectado.
 34) 7. Busca ativa de contactantes com cultura de vigilância:
De acordo com a exposição, risco e epidemiologia institucional.
 35) 8. Reforço das precauções de contato e padrão:
Devem também abranger os pacientes sob suspeita e os expostos.
 36) 9. Medidas de limpeza e desinfecção de superfícies:
Atentar para limpeza concorrente e terminal e recomenda-se intensificas nas áreas críticas a limpeza dos locais com maior contato com as mãos do paciente e dos profissionais de saúde.
 37) 10. Implementação de comunicação prévia e precauções de contato e padrão no transporte ou transferência de paciente colonizado/infectado:
Medidas de comunicação prévia e precaução em transporte ou transferência interna ou entre estabelecimentos de assistância à saúde.
 38) 11. Fortalecimento de política institucional de uso racional de antimicrobianos:
Recomendações para tratamento de paciente colonizado/infectado orientado e supervisionado por médico infectologista
 39) 12. Encaminhamento dos isolados de cultura de MMR para o LACEN para confirmação diagnóstica:
Todos os isolados deveram estar cadastrados no GAL.
40) 13. Outras Medidas de Prevenção e Controle adotadas pelo EAS, especificar:
41) MEDIDAS ADOTADAS PELA EQUIPE DE INVESTIGAÇÃO:
Solicitação de Plano de Ação com medidas corretivas e/ou preventivas, com base nos itens assinalados como NÃO no CHECK LIST DE MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE ADOTADAS PELO EAS
Reunião com a CCIH/profissionais do serviço de saúde
Reunião com a Direção do serviço de saúde
Reunião com o Laboratório de Microbiologia do serviço de saúde ou conveniado
Reunião com especialistas no tema
Aplicação de Termo de Intimação
Auto de Infração
Outras
  ANEXOS 
50) Arquivos:
Para fins de encaminhamento de outros documentos relevantes oriundos do processo de investigação
51) Imagens:
Para fins de encaminhamento de imagens relevantes oriundos do processo de investigação
Gravar Gravar
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