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 Ação 
 Descrição da Experiência
Ficha 
A partir dos anos 90, no Brasil, impulsionou-se o processo de conquista da cidadania através da formação dos conselhos gestores nas mais diversas áreas.  A saúde avançou um pouco mais nesse processo já tendo tido um longo caminho anterior pela Reforma Sanitária e construção teórica do SUS (Sistema Único de Saúde).

Este estudo tem como objetivo mostrar que o conselho gestor local é o espaço potencialmente efetivo de compartilhamento de poder, de educação cidadã, de conquista da cidadania ampliada e de gerenciamento local das políticas públicas com legitimidade, sua implantação através da atuação da equipe de Saúde da Família do Capitão Braz, exposta como relato de experiência, é uma forma de ampliação da ação desta em parceria com a comunidade com objetivo de mudança do perfil de saúde da população local.
Jogue uma pedra na água e observe os círculos que se formam a partir do ponto de turbulência, são círculos de diâmetros crescentes, como se fossem desenhados por um arquiteto de tão precisos!!! Entendemos a democracia participativa desta forma, o ponto de turbulência ou seja, de formação dos círculos, seriam os pequenos conselhos gestores locais e seus círculos maiores os conselhos regionais, municipais, macroregionais, estaduais e nacional, a estrutura está pronta, mas falta vontade política, vontade de dividir e compartilhar o poder nos diversos cenários, vontade de ouvir, de fazer junto, de abandonar a idéia própria e apoiar a do outro caso seja melhor aceita.
Campos (2007) refere que devemos tomar o processo de participação como uma escola em que a capacidade dirigente dos cidadãos iria se construindo, a Assembléia seria o exercício pleno da igualdade. Ele cita a noção embutida em Ágora, dos antigos gregos sendo exemplo  da democracia direta, assembléias populares, o povo lidando com o destino das cidades, participando durante a discussão dos problemas, definindo prioridades e a forma de fazer as coisas funcionarem. (CAMPOS, 2007, p. 146)
A formação dos Conselhos Gestores Locais (CGLs) se dá a partir da vontade política do gestor municipal, não havendo qualquer exigência na lei que o obrigue a formá-los, cabe ao gestor, em sua visão de política pública democrática e participativa, permitir e ainda formar Conselhos Gestores Locais em Regiões, abrindo assim, e incentivando a cultura política micro-regional.  A formação dos CGLs é realizada através de lei promulgada pelo prefeito municipal, sendo sua composição semelhante aos Conselhos Municipais, ou seja, paritária.  Fortalecida pelo Pacto pela saúde 2006 – que, não entra em detalhes a respeito do processo de descentralização mas o incentiva.  (Ministério da Saúde (BR) Portaria Gm/MS 399 de 22 de fevereiro de 2006)
A base para se compreender os pilares que sustentam essa participação cidadã foram  explicitados por Gohn (2004): em primeiro lugar, uma sociedade democrática só é construída através da participação dos indivíduos e de grupos sociais organizados; em segundo lugar, a mudança da sociedade deve ser realizada à partir do plano micro, pois é nesse plano que se dá o processo de mudança e transformação na sociedade; em terceiro lugar, é no plano local, que se concentra as energias e forças sociais da comunidade, que geral o capital social e as fontes para mudança e transformação social que são forças emancipatórias. Enfim, em quarto lugar, é no território local que se encontram as instituições importantes no cotidiano de vida da população, como as escolas e os postos de saúde, porém este poder local tem que ser organizado em função de objetivos que respeitem as culturas e diversidades locais e criem uma identidade sócio-cultural-política e também laços de pertencimento.
O segundo princípio da Saúde da Família (MCWHINNEY, 2010) é a equipe atuar como advogado do usuário frente às políticas públicas, esse princípio insere os profissionais da Equipe da Estratégia de Saúde da Família na tarefa de mobilizar a comunidade, apoiar sua organização afim de conquistar sua cidadania com responsabilidade social e assim, buscar a mudança de sua qualidade de vida.
A equipe de Saúde da Família do Capitão Braz em Cajati – Vale do Ribeira – SP iniciou as atividades do Conselho Local de Saúde em dezembro de 2009, pioneira nesse tipo de co-gestão no Vale do Ribeira, teve sua formação à partir da pré conferência de saúde no Bairro em Novembro de 2009.  A comunidade ainda resistente à discussão dos problemas da coletividade nos primeiros meses, trazendo à baila problemas individualizados como compra de medicação, marcação de consulta, à medida que as reuniões foram acontecendo, sempre com inserções da equipe a respeito da função do CLS, visão coletiva dos problemas de saúde, a mudança no caráter dos assuntos da pauta foi acontecendo. Durante a 4ª reunião, quando a participação foi mais efetiva foi possível perceber o maior interesse por assuntos não só pontuais ou de cunho pessoal mas também, com objetivo de melhorar o atendimento ao público na ESF, melhorar a estrutura de funcionamento das Unidades de Saúde envolvidas bem como reivindicações ligadas ao processo de saúde-doença da comunidade como a qualidade da água e esgoto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPOS, Gastão Wagner de Souza.  Um Método para Análise e Co-Gestão de coletivos. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 2007.
GOHN, Maria da Glória.  Empoderamento e participação da comunidade em políticas sociais. Saúde e Sociedade v.13, n.2, p.20-31, maio-ago,  2004.
MCWHINNEY, Ian R.; FREEMAN, Thomas. Manual de Medicina de família e comunidade. 3. Edição. Porto Alegre: Artmed, 2010.


Ficha 
SAÚDE E JUDICIÁRIO: UM DIÁLOGO ESSENCIAL

JUSTIFICATIVA: Entendendo o SUS como uma Política do Estado Brasileiro pela afirmação do direito à vida e à saúde, e que para a garantia desses direitos cabe a responsabilidade conjunta dos três entes federados. A Secretaria de Estado da Saúde na Paraíba realizou no dia 18 de maio de 2010 o Primeiro Seminário envolvendo o setor Saúde, o Ministério Público Federal e Estadual e o Judiciário na busca de um diálogo constante e uma ação combinada dos diferentes poderes para que se amplie e, se efetive as ações necessárias, de forma a cumprir os princípios constitucionais do SUS.

Com base nos instrumentos desenvolvidos no estado da Paraíba, pode-se afirmar que a Secretaria de Estado da Saúde adotou medidas que impulsionaram o processo de descentralização na perspectiva de fortalecer os sistemas municipais de saúde, mediante a transferência de responsabilidades. Entretanto, a falta de mecanismos de controle e o financiamento sem o critério da equidade, aliados a pouca capacidade de gestão e gerência dos gestores municipais e do próprio estado, têm dificultado o avanço no processo de organização da rede de serviços e o acesso dos usuários aos bens e serviços garantidos na Constituição.
 

 

OBJETIVO: Estabelecer diálogo entre os gestores da saúde e os operadores do Direito, na perspectiva da busca de soluções para os enfrentamentos na área da saúde.
 

Reduzir o número de Demandas Judiciais como meio de garantir o acesso dos usuários aos bens e serviços do SUS.
 

RELATO SUSCINTO: O primeiro Seminário Saúde e Judiciário um diálogo essencial foi realizado com a presença de 184 (cento e oitenta e quatro) participantes entre Gestores da Saúde Estadual e Municipais, Procuradores da República, Juízes, Defensores Públicos, Promotores de Justiça, Assessores Jurídicos Técnicos, Auditores da Saúde e Conselheiros de Saúde. Foi aberto por autoridades dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo que assistiram a uma palestra de abertura sob o tema: Saúde e Judiciário: um diálogo essencial. Os trabalhos seguiram com dois painéis sendo no primeiro apresentado e debatido o seguinte tema: As demandas Judiciais da Saúde como meio de garantia do acesso à Assistência à Saúde. O segundo painel discutiu as Responsabilidades dos Entes Federados na garantia do direito à saúde.
O evento adotou uma metodologia expositiva dialogada possibilitando a participação dos presentes. Foram utilizados recursos financeiros do Ministério da Saúde/Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa do SUS.
 

 

RESULTADOS DA EXPERIÊNCIA
O Seminário produziu e aprovou ações a serem desenvolvidas pelos Poderes e Instituições presentes:
ü  O funcionamento da Câmara Técnica já aprovada pelo Conselho Estadual de Saúde através da Resolução n.º32/09, composta por representantes do Ministério Público Estadual/Curadoria da Saúde, Defensores Públicos, Conselhos de Medicina, Odontologia e Farmácia, Professores das Universidades e Técnicos da Saúde;
ü  A definição e aplicação no território estadual de Protocolos Clínicos, e de Regulação a serem obedecidos pelos profissionais da rede SUS;
ü  A realização de seminários regionais com o mesmo objetivo proposto neste;
ü  A elaboração de um instrutivo contendo orientações sobre a utilização dos instrumentos de gestão do SUS, e as pactuações estabelecidas entre os gestores da saúde no estado da Paraíba;
ü  Observar o cumprimento da Resolução n.º 31 de 30 de março de 2010 do Conselho Nacional de Justiça que recomenda aos Tribunais a adoção de medidas visando melhor subsidiar os magistrados e demais operadores do Direito para assegurar maior eficiência na solução das demandas judiciais envolvendo a assistência à saúde;
ü  Que os gestores da saúde mantenham a oferta de medicamentos de uso contínuo para dispensação nas unidades de saúde responsáveis e atendam as demais prescrições de acordo com a necessidade requerida realizando a compra através de processos licitatórios;
ü  Que os gestores da saúde tenham autonomia para gerir os recursos do SUS.  


 

 

Ficha RGA – Relatório de Gestão Anual como avaliação no processo de planejamento da assistência em saúde.
 
FERREIRA, Suelene Lopes¹
ROLIM, Cristiana Paula Araujo²
SOUZA, Valdice Carolina³
 
 

JUSTIFICATIVA: A avaliação das ações se faz necessário á medida que devemos partir de um pressuposto para então ampliarmos as ações desenvolvidas de forma a manter o formato existente ou alterarmos com base nos resultados encontrados. OBJETIVO: Mostrar a importância do RGA no processo avaliativo de planejamento das ações. RELATO: O Relatório de Gestão é um instrumento de planejamento, acompanhamento e avaliação da gestão do SUS previsto na Lei Orgânica da Saúde – Lei 8.142 Artigo 4º e definido pela Portaria GM/MS n° 3.332 de 28/12/2006. Ele deve servir de base para os municípios avaliarem suas ações dentro do Plano Municipal de Saúde anualmente. No formato que hoje se apresenta dá subsidio para uma avaliação de forma ampliada nas questões desde a atenção básica como atenção de maior complexidade, permeando por ações de vigilância em saúde, controle, regulação, avaliação e auditoria e nos recursos financeiros o que permite uma interação entre o grupo gestor. O mesmo deve vir com aprovação do Conselho Municipal de Saúde, instância de deliberação das ações e de participação popular, o que dá maior importância a esse instrumento, como também dá respaldo para que a comunidade possa intervir nas ações programadas. RESULTADOS: Infelizmente muitos municípios não percebem a importância desse instrumento como método de avaliação, seu preenchimento se dá de forma mecânica apenas como cumprimento das determinações posta em Lei e em portarias ministeriais. Não há um comparativo ano a ano como forma de melhorar as ações e metas propostas.

1-Psicóloga, representante dos trabalhadores de saúde no Conselho Municipal de Saúde de Cajazeiras-PB
2-Enfermeira, coordenadora da atenção básica no município de Cachoeira dos ìndios-PB
3-Fisioterapeuta, coordenadora da vigilancia epidemiologica no município de Cajazeiras-PB
Ficha  As representações sociais são uma forma de conhecimento social, um modo de pensar e de interpreta a realidade cotidiana: atividade mental utilizada por indivíduos e grupos a fim de fixar sua posição em relação a situações, acontecimentos e comunicações que lhes concernem.
Situada no campo do conhecimento social a tarefa deste projeto foi investigar as representações sociais dos sacerdotes supremos do Candomblé,  (pais e mães de santo) sobre saúde e doença. Buscando compreender como esta religião, através das várias formas pelas quais seus símbolos são vivenciados e continuamente re-significados por indivíduos e grupos, produz elementos para a promoção da saúde e para a prevenção, controle e enfrentamento da doença, influenciando a maneira pela qual doente e comunidade percebem e tratam o problema.
Consistindo em verificar e compreender como indivíduos que ocupam diferentes posições hierárquicas no terreiro, lidam com as doenças, participam na definição da situação, nas decisões acerca do tratamento e na avaliação dos resultados.
Uma vez revelada a configuração deste enredo mítico, os sacerdotes supremos do Candomblé,  conforme a situação, lançarão mão de uma série de práticas que poderão incluir desde sacrifícios e rituais de limpeza até a reconstrução simbólica do corpo através da iniciação, onde os rituais e sacrifícios de limpeza são chamados de sacudimentos e têm como finalidade promover uma mudança de estado, isto é, retirar os males, a poluição e sujeira, através do afastamento dos possíveis elementos responsáveis pela instalação da desordem na pessoa.
São procedimentos considerados eficazes no controle de desequilíbrios físicos e emocionais, assim como preliminares aos rituais iniciáticos se o caso for de iniciação. Geralmente envolvem espécies vegetais, animais e certos alimentos preparados ritualmente para serem passados no corpo inteiro ou servirem de oferenda (ebós).
Centramos o projeto na importância do corpo, em especial a cabeça,além de traçarmos um esquema das relações hierárquicas no candomblé, visto que, neste segmento religioso, lida-se com o binômio família de santo / família biológica.
Enfatizamos as interações, enfocando o caráter eminentemente qualitativo das relações e não contemplamos o enquadre dos casos, por considerarmos que as formas de classificar e lidar com a doença são culturalmente constituídas e inclui explorar as relações mobilizadas em torno de experiências conhecidas , e referidas as categorias pelos próprios membros do grupo.
O projeto incluiu o resgate dos mitos e provérbios,cantos,posto que o candomblé é um segmento religioso cujo conhecimento é transmitido de forma oral , e este resgate reelabora a compreensão de uma força vital que corresponde a natureza depósito de gerações sucessivas.
Conclui –se através dos estudos de casos relatados nas rodas de conversa,diferenças significativas no que tange a atuação do suporte a cada um dos sujeitos com problemas relativos a saúde,  o que sugere a importância do contexto situacional para análise do processo de adoecimento,além de questionar `de que quanto mais interconectada, maior será o acordo existente no seu interior.
Os terreiros onde foram aplicados os projetos, não atuam da mesma forma em todos os casos de adoecimento entre seus membros , e para ser aceito e apoiado pelo grupo é necessário que certas normas e segredos sejam respeitados, confirmando o caráter dinâmico,que podem ser refeitas e ressignificadas, passando por transformações, na medida em que os problemas assumem novas configurações.

Ficha 
INTRODUÇÃO- Criada em 1998, a Ouvidoria do HEMOCE foi estruturada a partir do Projeto de Melhoria do Atendimento ao Usuário Cidadão, desenvolvido pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA/CE) que criou a Rede de Ouvidorias da SESA/CE com implantação de núcleos em suas unidades prestadoras de serviço. Em 2009, o planejamento estratégico do HEMOCE, apontou para a necessidade de ampliação desse mecanismo de participação para os Hemocentros Regionais, visando a melhoria do atendimento aos usuários internos e externos da Hemorrede.  OBJETIVOS - Ampliar os canais de comunicação entre a gestão da Hemorrede e os usuários da instituição; descentralizar as ouvidorias para a Hemorrede do Ceará; identificar as necessidades sociais dos usuários dos núcleos do Hemoce no Estado. MÉTODOS - Pesquisa quantidade e qualitativa, de caráter exploratório, com orientação descritiva, mediante formulários de pesquisa de opinião. Os sujeitos são usuários internos e externos, sendo esses últimos (doadores de sangue, doadores de plaquetas e candidatos ao cadastro de medula óssea) os que mais recorrem ao serviço de Ouvidoria, através do atendimento presencial e das caixas de sugestões. RESULTADOS -  As ouvidorias dos hemocentros regionais funcionam como uma sub-rede sob a Gerência da Ouvidoria do Hemoce/Coordenador, que por sua vez, está vinculada à Ouvidoria Geral da SESA/CE. As Ouvidorias dos hemocentros passaram por um processo de qualificação técnica que envolveu treinamento sobre o processo de trabalho, o instrumental técnico operativo nas Ouvidorias da Rede da SESA/CE e as especificidades que envolvem o atendimento aos usuários dos serviços do Hemorrede. Mensalmente elaboram relatórios com a síntese das manifestações registradas, tendo como foco a identificação das necessidades e demandas sociais, transformando-as em suporte estratégico à tomada de decisões no campo da gestão. CONCLUSÃO - A análise do indicador no período de janeiro a dezembro de 2009, das opiniões apuradas nas caixas de sugestões, observamos que 80% dos nossos demandantes são do sexo masculino com idade entre 19 a 30 anos = 19% - 31 a 60 anos = 81%. Foram obtidas 66 reclamações, 12 solicitações, 43 elogios e 25 sugestões. Os assuntos mais recorrentes se referem a assistência ambulatorial e gestão de serviços.




Ficha OFICINA DE AVALIAÇÃO E PACTUAÇÃO DOS INDICADORES DO PACTO PELA SAÚDE NO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO.

JUSTIFICATIVA: 
   
           
A  implantação do Pacto, nas suas três dimensões – Pacto pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão –, possibilita a efetivação de acordos entre as três esferas de gestão do SUS para a reforma de aspectos institucionais vigentes, promovendo inovações nos processos e instrumentos de gestão que visam alcançar maior efetividade, eficiência e qualidade de suas respostas e, ao mesmo tempo, redefine responsabilidades coletivas por resultados sanitários em função das necessidades de saúde da população e na busca da eqüidade social.
           O Pacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população brasileira.
A definição de prioridades deve ser estabelecida por meio de metas nacionais, estaduais, regionais ou municipais. Prioridades estaduais ou regionais podem ser agregadas às prioridades nacionais, conforme pactuação local. Os estados/regiões/municípios devem pactuar as ações necessárias para o alcance das metas e dos objetivos propostos.
           Nas oficinas de avaliação de resultados e repactuação de metas, contamos sempre com a presença de: docentes e acadêmicos da Universidade Federal do Acre (UFAC), gestores municipais e estaduais, técnicos e trabalhadores em saúde das esferas Municipal e Estadual, lideranças comunitárias (presidentes de bairros e associações de moradores) e Conselho Municipal de Saúde.
         Cabe ao Departamento de Regulação, Controle e Avaliação (DRCA), a articulação com os demais Departamentos e técnicos, para condução de todo o processo, desde o planejamento da metodologia a ser utilizada, de forma participativa com os demais, até a condução em plenária. Após a apresentação dos resultados dos indicadores a toda plenária, os participantes são divididos em grupos, para que juntos avaliem mais detalhadamente os resultados do exercício anterior, apontando os pontos fracos, bem como, elaborando estratégias para maior eficácia ao alcance das metas pactuadas para o novo exercício.


OBJETIVOS:
  • Aproximar o corpo funcional das Unidades de Saúde da Gestão.
  • Disseminar o conhecimento técnico cientifico quanto a importância da pactuação dos indicadores do Pacto pela Saúde, bem como o monitoramento dos resultados.
  • Promover a construção coletiva de metas dos indicadores, fortalecendo a co-responsabilidade.
  • Incentivar a participação popular, através das lideranças comunitárias e Conselho Municipal de Saúde.
  • Subsidiar a gestão, com base nos relatos e apontamentos do corpo funcional de necessidades e anseios.
             
RELATO SUSCINTO E RESULTADOS DA EXPERIÊNCIA:  
                A oficina de avaliação e contextualização dos resultados dos Indicadores do Pacto pela Saúde e pactuação de novas metas, acontece anualmente desde 2005, e vem se aprimorando a cada ano, de acordo com as necessidades apontadas. O município de Rio Branco está dividido em 14 segmentos de saúde, onde se localiza um centro de saúde e suas Unidades de PSF/PACS de referência. A discussão é feita em cada segmento, dando a oportunidade aos profissionais de relatarem a realidade local, e depois socializar as discussões na grande plenária e/ou através do relatório final que é apresentado. Podemos contar com a presença de aproximadamente 300 pessoas, divididas entre gestores, servidores, representantes da esfera Estadual, docentes e acadêmicos da UFAC, lideranças comunitárias e CMS.
               Vivenciamos ainda o monitoramento constante dos resultados parciais dos indicadores, reunindo o corpo técnico semestralmente para apresentação dos referidos resultados apontados, com o objetivo de fortalecer os indicadores, que por ventura, tenham tendência negativa.

Um dos grandes objetivos é promover a construção coletiva e participativa de metas propostas para os Indicadores do Pacto pela Saúde, baseado na série histórica e capacidade operacional da rede, a fim de subsidiar a gestão nas tomadas de decisão e elaboração de estratégias.
Através das necessidades apontadas pelos profissionais de saúde, a gestão promoveu o fortalecimento das áreas técnicas, que são estratégicas e subsidiam as Unidades de Saúde na condução e supervisão dos programas de saúde; além de subsidiar a construção da Programação Anual.


Por: Rosimara Werner Lemos Duarte
       Ana Cristina Moraes da Silva Carvalho   
Ficha Desafios na Educação Permanente dos Profissionais de Saúde do Sistema Único de Saúde na Área de Envelhecimento e Sáude da Pessoa Idosa 
 
O Programa de Educação Permanente à Distância na Área do Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz que tem por objetivo a capacitação de profissionais que atuam na rede básica, preferencialmente na Estratégia de Saúde da Família, de assistência à saúde enfocando a saúde da pessoa idosa.


O objetivo principal é o de capacitar 500 profissionais da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) de nível superior que atuam na rede básica de assistência à saúde das Regiões Norte e Nordeste, com ênfase na Estratégia de Saúde da Família, para a operacionalização de atividades que visam à prevenção de perdas, a manutenção e a recuperação da capacidade funcional da população idosa e para o controle dos fatores que interferem no estado de saúde desta população. Este programa vem ao encontro das necessidades identificadas pelos estudiosos da área do envelhecimento e saúde da pessoa que reafirmam a precariedade de formação dos profissionais de saúde para garantir um atendimento de qualidade à população idosa que recorre aos serviços de saúde.

Este é um curso de aprefeiçoamento de 180 horas. Foram formados até fevereiro de 2008 vinte e dois tutores para acompanhar os 500 profissionais de saúde selecionados por edital público. O curso se encontra em fase de conclusão, em setembro de 2010 será formada a ultima turma totalizando 500 profissionais capacitados para as peculiaridades do envelhecimento humano.a perpectiva é a expansão desta experiência exitosa para as regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste com a capacitação de 2.000 profissionais até 2011.

Ficha Título: Reorganizando o Controle Social
Justificativa: Reorganizar o SUS no Município.
Objetivo: Fortalecer o Controle Social.

Ao assumir com a equipe a tarefa de contribuir com a reorganização do Controle Social em São Bernardo do Campo em janeiro de 2009, a situação de inadequação quanto às necessidades do Controle Social eram gritantes.
Hà 06 anos não acontecia no Município a Conferência Municipal de Saúde, e as eleições para o Conselho Municipal de Saúde. No atual Conselho os segmentos dos Trabalhadores e Prestadores de Serviço não estavam contemplados, mantendo até mesmo conselheiro morto em sua composição. Em fevereiro iniciamos as plenárias para compor um Conselho de Saúde provisório, onde todos os segmentos previstos fossem respeitados, neste mesmo período acontecia o I Encontro Popular de Saúde, a partir de então foram iniciadas as Pré- Conferências Municipais de Saúde, sendo: 10 Regionais abrangendo todo o Município,03 Temáticas sendo: Saúde do Trabalhador, Saúde Mental e Deficiências e Patologias, 02 para Trabalhadores de Saúde e 01 para Prestadores de Serviços.
Participaram 1.200 pessoas, sendo eleitos 400 Delegados à VI Conferência Municipal de Saúde, que aconteceu nos dias 31 de julho , 01 e 02 de agôsto de 2009.
No dia 27 de agôsto de 2009 é aprovado na Câmara Municipal a Lei %.961 que reorganiza todo o Controle Social  no SUS em São Bernardo do Campo. Iniciou-se então um  grande processo eleitoral para conselhos Gestores de Unidade em todos os Equipamentos de Saúde no Município(42) e eleição para o Conselho Municipal de Saúde , que agora tem em sua representação todos os segmentos contemplados.
Tomaram posse em 14 de dezembro de 2009 em grande cerimônia presidida pelo Prefeito Luiz Marinho, nesta data foi entregue o Plano Municipal de saúde, hoje disponível para todos os Munícipes.
Participaram dsta experiência exitosa, aproximadamente 4000 pessoas.
Ficha 
Descentralização do agendamento de consultas e exames e integração da rede on-line dos serviços de saúde do Município de Araraquara- SP

O município de Araraquara localiza-se a 270 Km da capital, na região central do estado de São Paulo, possui aproximadamente 200 mil habitantes e é referência para 17 municípios do Departamento Regional de Saúde III, totalizando uma população de 300 mil pessoas a serem assistidas no âmbito da saúde. O projeto de descentralizar o agendamento mantendo a regulação da atenção à saúde de modo a garantir e facilitar o acesso dos usuários do SUS aos serviços de saúde iniciou-se em março de 2009 com quatro Unidades de Saúde piloto: SESA, CMS Paulistano, CMS Iguatemi e PSF Maria Luiza. Em um período de seis meses todas as Unidades de Saúde do Município, exceto as rurais e os dezessete municípios dos colegiados de gestão regional central, norte e centro-oeste da DRS III de Araraquara estavam com a agendamento on-line, que compreende: Unidades de Saúde do Município: SESA, CMS Vila Melhado, CMS Cecap, CMS Yolanda Ópice, CMS Paulistano, CMS Vila Xavier, CMS Jd. América, CMS Pq. São Paulo, CMS Pq. das Laranjeiras, CMS Jd. Santa Lúcia, CMS Selmi Dei I, CMS Selmi Dei IV, CMS Jd. Iguatemi, CMS Santa Angelina, PSF Cruzeiro do Sul, PSF Vale do Sol/ Águas do Paiol, PSF Pinheiros/Biagione, PSF Marivan/ Uirapuru, PSF Iedda, PSF Maria Luiza, PSF Jd. Brasil e PSF Hortênsias; Municípios do DRS III: Américo Brasiliense, Rincão, Santa Lúcia, Motuca, Itápolis, Matão, Cândido Rodrigues, Nova Europa, Boa Esperança do Sul, Gavião Peixoto, Borborema, Dobrada, Trabiju , Tabatinga, Taquaritinga, Ibitinga e Santa Ernestina. O objetivo geral do projeto foi criar o gerenciamento de todo complexo regulatório visando à humanização dos serviços, maior controle do fluxo e otimização na utilização dos recursos, tornando o acesso da população aos serviços de saúde, mais justo, eqüitativo e adequado às suas necessidades, garantindo presteza, qualidade e eficiência. O indivíduo sai da Unidade de Saúde com a consulta de especialidade agendada com dia, horário e local e o mesmo acontece com os exames juntamente com o preparo a ser realizado, tendo ainda a possibilidade de sair com a data do retorno na Unidade Básica também agendada. Os prestadores de serviço diretos e indiretos são monitorados em tempo real, bem como a produção e acompanhamento dos procedimentos realizados, facilitando o controle, a auditoria e a avaliação dos serviços de saúde. A informatização da rede deu-se com instalação de antenas via rádio interligando as Unidades de Saúde, os Munícipios e os prestadores de serviço com o servidor de banco de dados que está localizado na Prefeitura do Município, através do acesso via TS (Terminal Server) a um sistema de informações denominado FAA ON LINE. Dentre os resultados alcaçndos podemos destacar: diminuição da taxa de absenteísmo e maior oferta de consultas e exames à população; máxima otimização do número de consultas, reduzindo a perda primária; controle da execução dos procedimentos, dos tetos financeiros e cotas estabelecidas; controle da fila de espera e da demanda reprimida através do cadastro na ficha pendente do sistema de informação; priorização dos casos devido à proximidade com o profissional solicitante do exame ou consulta; acompanhamento do cuidado prestado ao usuário em todos os níveis de complexidade, através do registro de um histórico de atendimentos; possibilidade de subsidiar o redimensionamento da oferta e da demanda contribuindo para a otimização da utilização dos recursos; maior controle ambulatorial dos prestadores de serviço, facilitando os serviços de auditoria de contas ambulatoriais. A utilização de um sistema informatizado e interligado otimiza os recursos disponíveis e proporciona um melhor acesso à população aos serviços de saúde em todos níveis de complexidade, bem como o monitoramento e avaliação dos serviços do SUS.

Ficha 
Juventude Negra, direitos a Saúde, formando novas lideranças sociais
O Brasil, depois da Nigéria, é o país com maior população negra do mundo.
Apesar do Brasil ser signatário do Tratado do Pacto de Durban, assinado em 2001, durante a III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, a população negra brasileira, conforme consta em vários dados de institutos de pesquisas,ao longo do tempo, vem sofrendo retaliações e está a mercê da cidadania em decorrer das ações devastadoras do racismo institucional embutido na sociedade brasileira, impedindo estes grupos de se ascender profissionalmente, obrigando-os a viver nos bolsões da miséria. Seu registro é renovado a cada divulgação de um novo censo ou novo levantamento de dados sobre a situação social do povo brasileiro, e que revelam invariavelmente a situação de opressão dos negros e mestiços, sempre nas piores situações de renda, emprego, educação, saúde, moradia.
Segundo os dados, os negros são mais vulneráveis a uma série de doenças e que o atendimento às suas necessidades é geralmente de qualidade inferior ao daquele oferecido aos não-negros.
Particularmente no que toca as enfermidades que atingem a população negra, as estatísticas disponíveis mostram que os indivíduos em situação de maior vulnerabilidade são pretos ou pardos, pobres, com baixo nível de escolaridade, menor acesso à informação e serviços de saúde e com alternativas de trabalho mais precárias.
Além da vulnerabilidade social e racial, essas pessoas também estão marcadas pela forte discriminação em função da orientação sexual e características de gênero. 
Na questão da juventude negra, vai da exclusão ao extermínio, referente à educação, a taxa de analfabetismo, entre jovens de 15 e 19 anos, é de 3,7% para jovens brancos; 9.1% para jovens negros; 1,9% para jovens brancas e 4,2% para jovens negras, isto evidência a falta de acesso e a dificuldade de permanência no sistema escolar. O sistema educacional brasileiro, por muito tempo, desconsiderou na construção de seus currículos, a história e a contribuição estrutural - seja econômica, política, social e cultural da população negra no Brasil, o que limita efetivamente a identidade do aluno com a escola.
Por conseguinte, a juventude negra sempre chegou mais cedo ao mercado de trabalho, com reduzida qualificação profissional, em funções de baixa remuneração e sem perspectivas de ascensão social e, em geral, em grandes situações de vulnerabilidade, o que caracteriza ausência de trabalho decente.
Sobre a saúde da juventude negra, há alto índice de jovens negras grávidas,pois iniciam sua vida sexual muito cedo, que desencadeia uma série de fatores, como paternidade irresponsável, falta de estrutura social,alto índice de mortalidade materna e infantil,pois o acesso a saúde das mesmas é precário e muita vezes ineficaz, e em relação ao jovem negro, tem mais chance de morrer vítima de arma de fogo 7 vezes mais que o jovem não negro, e de armas brancas, 5 vezes mais que o jovem não negro.
Além da vulnerabilidade social e racial, essas pessoas também estão marcadas pela forte discriminação em função da orientação sexual e características de gênero.
Implementar esse projeto se justificou pelo fato de que existe um número considerável de população jovem,de ascendência africana, além de poder se tornar um projeto piloto a nível nacional.Outrossim, as comunidades negras, também chamadas de "Quilombo Urbano" são associações que constroem redes de sustentação coletiva produzindo mudanças positivas em relação à qualidade de vida que é o bem mais precioso existente.
Objetivo geral: Formar novas lideranças comunitárias.  
Durante o projeto, que teve a duração de um ano, foi realizado rodas de conversa, apresentação de vídeos temáticos, discussões sobre direitos sexuais e reprodutivos,paternidade responsável, implementação da politica de saúde integral da saúde da população negra,racismo institucional e como ele age,prevenção de dst/aids,orientação sexual,direitos,visitas a instituições governamentais e não governamentais que trabalham com a temática, mini-seminários, visitas  ao conselhos de saúde, para saber como funciona e sua importância.
O projeto teve seu resultado alcançado,  totalizando a forma&cc